Caixa anuncia modalidade de financiamento que pode impulsionar a compra de imóveis com juros menores

Modelo anunciado pelo banco prevê o IPCA como indexador + juros de 2,95% a 4,95% a.a.

A Caixa anunciou nesta terça, 20 de agosto, uma linha alternativa de financiamento imobiliário, agora atrelada à inflação. Nesse modelo, a taxa mínima de juros para os imóveis residenciais é indexada pelo IPCA + 2,95% ao ano.

A nova medida entra em vigor a partir da próxima segunda, 26, e deve ampliar o crédito para financiamentos, aumentando a concorrência entre os bancos. Com a nova modalidade a Caixa a prevê uma queda de até 51% no valor das prestações de novos contratos.

Caixa cria novo financiamento de imóveis

Como funciona o financiamento hoje?

Atualmente, os contratos de financiamento são corrigidos pela TR (Taxa Referencial). A Caixa, por exemplo, cobra juros entre 7,5% e 9,5% ao ano somado a TR nas suas principais linhas de crédito imobiliário. Há 2 anos a TR segue sendo igual a zero, devido à queda da Selic, então na prática os juros ficam limitados às taxas prefixadas pelos bancos (entre 8,5% e 9,75% no caso da Caixa).

 

Linha de financiamento Alternativa

O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirma que o crédito corrigido pelo IPCA será uma alternativa a TR, podendo o consumidor escolher qual a melhor linha para o seu financiamento imobiliário. 

No novo modelo, com juros de 2,95% a 4,95%, a Caixa espera uma queda significativa no valor da prestação de quem fizer novos financiamentos com a taxa mais barata. O Banco Central, por sua vez, estima que a medida dê uma injeção de R$ 500 bilhões na economia do país, barateando o preço e fomentando a competição.

Como isso impacta o consumidor?

A novidade pode movimentar o mercado e, com uma menor exposição dos bancos ao risco de inflação, existe um potencial barateamento dos financiamentos. O efeito esperado é que as prestações iniciais sejam menores, com a inflação baixa isso favorece os consumidores, principalmente aqueles que buscam por um financiamento em um prazo mais curto como investidores, e consumidores que têm ganhos corrigidos pela inflação, como é o caso de funcionários públicos

O novo indexador valerá para contratos enquadrados no SFH com recursos da poupança e juros limitados a 12% ao ano , e para o SFI (Sistema Financeiro Imobiliário), com as condições de mercado. As pessoas que têm recursos no FGTS também poderão usar o dinheiro para dar como entrada na compra de imóveis de até R$1,5 milhão. O prazo máximo para os novos contratos é de 360 meses e a quota máxima de financiamento será de 80% do valor do imóvel. 

Simulação

Veja como ficariam as parcelas de um contrato com os dois modelos. A simulação, feitas pela Caixa, leva em conta um imóvel de R$ 300 mil, com 80% do valor financiado (R$ 240 mil), num contrato de 30 anos: 

  • Modelo atual, corrigido pela TR: prestação de R$ 3.168 
  • Modelo novo, corrigido pelo IPCA: prestação de R$ 1.566 a R$ 2.050, dependendo do perfil do cliente e do relacionamento com o banco

 

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