Floresta
Central de vendas:0312536 9000
Central de locação:0313285 3005

Bairro Floresta

Belo Horizonte

 

 

HISTÓRIA

“Morro da Estação”, “Alto Estação”. Dá pra imaginar que o Floresta, primeiro bairro a ter um imóvel do lado de fora da Avenida do Contorno, já foi chamado desses nomes? E em uma época onde não existiam nem muitas favelas e nenhum metrô: a estação a que o apelido se referia era a da linha férrea de trens, mesmo.

 

Floresta

 

Hoje um lugar de classe média das regiões Centro-Sul e Leste de BH, o Floresta foi criado com a intenção de ser o subúrbio da cidade, onde moravam os operários que trabalhavam na construção da capital mineira. As casas eram simples, de zinco, bem próximas à Avenida do Contorno. Com o término das obras essas casinhas foram demolidas e o bairro ficou repleto de casarões que abrigavam imigrantes europeus, em sua maioria, e muitos deles ainda podem ser vistos em passeios pelas ruas “florestais”.

Diz-se que, desde seu nascimento, o bairro foi pioneiro: não só por ser o primeiro fora do circuito oficial do plano piloto urbano, mas também por incentivar o empreendedorismo de seus moradores, que montavam chácaras e abasteciam a recém-nascida Belo Horizonte com produtos hortifrutigranjeiros. E o mais legal é que alguns desses lugares, que exalam a história do lugar, continuam intocados. É o caso, por exemplo, da Praça Comendador Negrão de Lima, onde a sede da propriedade da família Negrão de Lima é tombada pelo Patrimônio Cultural do Município.

Por estar próximo ao centro da capital, o Floresta cresceu bem rápido. Foi em 1930 que o comércio começou a se desenvolver, e em 1940 o bairro já era um ponto de encontro da juventude belo-horizontina, com praças cheias de vitalidade e paquera. Faz parte dele a rua mais extensa da cidade, a Itajubá, também presente em outros bairros. Mas o CEP do Floresta sempre foi muito cobiçado durante toda sua história, pois por lá morou a nata das artes, com nomes ilustres como Carlos Drummond de Andrade, Pedro Aleixo e até mesmo Noel Rosa, compositor carioca que escolheu o bairro quando veio a BH tentar curar sua tuberculose. Rômulo Paes, também compositor e morador local, foi responsável por eternizar em verso a frase que a maioria dos belo-horizontinos conhece e aprecia: “Minha vida é esta: subir Bahia, descer Floresta”.

PRINCIPAIS ATRAÇÕES

O Floresta está muito bem localizado perto da região central de BH, sendo tão requisitado por seus vizinhos quanto o próprio Centro. É por ele que passa a maior parte das pessoas que busca uma saída para a Avenida Cristiano Machado, por exemplo.

As principais vias do bairro são as Avenidas do Contorno, Assis Chateaubriand, Francisco Sales e Silviano Brandão, além das ruas Jacuí, Itajubá e Conselheiro Rocha – essas últimas, as únicas da cidade que não mudam de nome depois de cortar a Contorno. Já o principal acesso ao bairro se dá através do Viaduto Santa Tereza, que também é importante marco histórico e cultural da cidade.

QUALIDADE DE VIDA

Como já foi dito, o Floresta é vizinho do hipercentro de BH, o que garante sua localização mais do que privilegiada – e valorizada. No entanto, apesar dessa proximidade com o coração da capital, o bairro mantém certa tranquilidade, garantindo um bom nível de qualidade de vida.

O Floresta sempre foi, e continua sendo, um bairro muito tradicional e residencial, e fornece  a seus moradores toda a infraestrutura de serviços necessária a uma moradia plena. E, com esse nome, é impossível não preservar um pouco do verde que existia em seu início. Há quem diga, inclusive, que a origem do nome do bairro (bastante controversa e cheia de versões) se deve ao fato de que o lugar era uma grande mata em seus primórdios. Por isso, quem ia para lá, dizia estar indo “para os lados da floresta”. O resultado de tanto verde, que se esvaiu com o crescimento de residências no local, são ruas largas que mantém, até hoje, as árvores de ipê.

Contudo, a maior prova de que a qualidade de vida no Floresta é alta é a magia do local, que ainda preserva algum verde e algumas casas de seu início, além das ruas estreitas, mas mescla essa paisagem urbana com edifícios, empresas, restaurantes e ruas também largas, por onde já não passam mais bondes, mas sim carros. O bairro se assemelha a cidades do interior, com vizinhos que se conhecem e se falam, mesmo estando no hipercentro de um dos maiores centros urbanos do país. Há quem diga que, por sua história, suas paisagens e sua energia sempre acolhedora, o Floresta é um grande museu a céu aberto, pronto para ser redescoberto todos os dias. E respirar esse vigor garante aos moradores do bairro uma experiência de vida bem mais gostosa e significativa.

CULTURA, LAZER E TURISMO

E se estamos falando de um museu a céu aberto, não podemos nos esquecer que o principal objetivo de um museu existir é, justamente, eternizar a cultura de um momento, um evento, um lugar. E o Floresta é um caldeirão de cultura, lazer e turismo.

Começando pelo Viaduto Santa Tereza, um dos principais pontos turísticos da capital mineira, inaugurado em 1937 sobre as linhas férreas da Central do Brasil e da Rede Mineira de Viação. O que é hoje um monumento a céu aberto foi construído com o único objetivo de ligar o Floresta ao centro comercial da cidade, além de diminuir os acidentes envolvendo os bondes que se cruzavam com a estrada de ferro. O Viaduto é um marco cultural de BH e recebeu, em 2002, obras de recuperação. É considerado um patrimônio mineiro. E, com toda a história que o Floresta conta, não é por acaso que essa é a principal via de acesso do Centro ao bairro.

Com o passar dos anos, o Floresta foi se firmando como o ponto de encontro cultural da cidade e recebeu, além dos adolescentes apaixonados, os carnavais de rua de Belô. Os bailinhos iam das máscaras de fevereiro ao “footing” do ano inteiro, onde os rapazes ficavam parados enquanto as moças passeavam, em uma movimentação que permitia a troca de olhares. Quem tirava a sorte grande de conseguir um par podia ir até o Cine Odeon, que não existe mais, mas que movimentou o Floresta por muitos e muitos anos com as obras em cartaz.

Um ponto comercial que acabou virando patrimônio cultural do bairro é a Fábrica de Balas Lalka, primeira bombonière da cidade, fundada em 1925. É possível encontrar no Floresta a loja de balas exatamente no ponto em que nasceu.

Tão tradicional quanto a bombonière são os colégios que são procurados por famílias da cidade inteira para a educação de seus filhos, como o Colégio Santa Maria, fundado em 1903 pelas irmãs Dominicanas, e o Colégio Batista Mineiro, nascido em 1918. A fé é, também, proferida em templos e centros espalhados pelo bairro e, também, na Igreja Nossa Senhora das Dores, que foi construída em 1930 no coração do Floresta.

Os espaços culturais são diversão garantida para as famílias que querem saber mais da história de onde vivem. Os principais são a Casa do Conde de Santa Marinha, o Museu Ferroviário e o Teatro de Bonecos Giramundo, grupo de renome internacional que tem o maior acervo de bonecos de madeira do Brasil.

Além disso, no Floresta também residem as sedes de importantes empresas de comunicação de Minas, como a TV Alterosa (dividindo espaço com o Teatro Alterosa, outro importante marco da cultura de palco) e a Record Minas.

SERVIÇOS

Esse é um daqueles bairros em que o morador só precisa sair se trabalhar em outro lugar, ou por pura escolha mesmo. O bairro tem tudo – e, quando não tem, como um hospital próprio, oferece uma via direta para onde tenha.

O comércio no Floresta é excelente, cheio de possibilidades de consumo de produtos e serviços, alguns tão culturais quanto o resto do bairro, como é o caso da Casa Pérola, que vende enxovais, e a Confeitaria Momo – além da Lalka, que já virou patrimônio local. Outros serviços tradicionais do Floresta são a Farmácia Universal, que trabalha com manipulação de medicamentos e a banca do já falecido Senhor Santos, que resiste à lenta morte do jornalismo impresso. Para os fins de semana em família ainda tem a Sorveteria Universal, fundada em 1932, uma das mais antigas da cidade.

Dentre o comércio de primeiras necessidades podemos destacar: agências bancárias do Banco do Brasil, Caixa, Bradesco, Santander e Itaú, postos de gasolina, o Shopping Floresta, o supermercado Carrefour Bairro e lanchonetes do McDonalds, Subway, Scuola Pizzaria e Parada do Açaí. O Floresta também conta com academias, hotéis e pequenas lojas de moda, presentes e acessórios para casa espalhadas pelo bairro.

 

TRANSPORTE

Ainda que não tenha ponto final de linhas de ônibus dentro do bairro, boa parte do transporte público que liga as muitas regiões da cidade passa pelo Floresta, entre linhas tradicionais, circulares, suplementares e Move – esse último tem a linha 85 que liga a Estação São Gabriel ao Centro passando pelo bairro.

Além disso, estão nas proximidades duas estações de Metrô, Central e Horto, que cortam a cidade saindo do Eldorado em direção ao Vilarinho, dando ainda mais mobilidade aos moradores do Floresta.

Compra e aluguel de imóveis no bairro

Quer comprar, alugar ou vender um imóvel no Belvedere? Então a sua melhor opção é a Casa Mineira. Conheça a filial responsável pelo bairro:

Unidade Sagrada Família

 

 

POR QUE VALE A PENA?

O Floresta é pura poesia. Seus cenários, sua história, sua energia são dignos dos melhores bairros que, ainda que não estejam ou sejam o coração do centro urbano, fazem a cidade pulsar. Morar no Floresta é um prazer e, também, um avanço. Afinal, não é só a vizinhança e o ar cultural que são dos melhores: a localização é um dos pontos mais fortes do bairro.

Tanto que, por lá, no lugar onde surgiu o primeiro imóvel de BH fora da Avenida do Contorno, os imóveis só se valorizam. Seja para comprar e viver, ou comprar e alugar, esse é um dos bairros mais procurados da capital para investimento, justamente pela área que ocupa no mapa e todos os seus benefícios, já citados. E quem quer alugar um lugar para viver também vai encontrar bons preços, aumentando o nível de custo-benefício em relação a outros bairros.

Resumindo, não há nenhum motivo plausível para você não morar no Floresta, pois ser morador desse bairro é abraçar a poesia e ser, todos os dias, parte da história de Belo Horizonte.

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Guia de bairros vizinhos do Floresta

Santa Efigênia