Iluminação para casa: como escolher a ideal para cada cômodo

Você sabia que a iluminação para casa pode ser um ponto fundamental da sua reforma? veja neste artigo como ela pode ser um diferencial.

Um bom projeto de iluminação para casa pode transformar um ambiente. É claro que esse é um fator muito particular, mas é possível seguir algumas dicas para não errar no seu projeto de iluminação. Cada ambiente de sua casa requer uma iluminação específica. Isso porque a luz possui uma grande influência em como desempenhamos algumas atividades. Em um home office, por exemplo, espera-se uma iluminação que te ajude a permanecer alerta e focado. Em contrapartida, a iluminação de um quarto preferencialmente deve trazer a sensação de conforto e aconchego.

Iluminação para casa: a luz ideal para cada cômodo

Alguns erros muito comuns se repetem na hora de pensar em um projeto de iluminação para casa. O excesso de pontos de luz é um exemplo. Além disso, é possível que você não conheça o uso apropriado de cada tipo de lâmpada e peças de iluminação. Em algumas situações as pessoas podem usar muita luz ou posicionar incorretamente as peças disponíveis.

Um bom projeto de iluminação leva em consideração os hábitos e horários de uma família e como ela utiliza cada cômodo. Tendo isso em mente é possível desenvolver um projeto que alie o uso com eficiência de cada produto que o mercado tem para oferecer.

Sala de estar

A sala de estar é o ambiente da casa onde recebemos amigos e família, onde nos reunimos nos momentos de tranquilidade e aproveitamos a companhia dos entes queridos. Esse espaço aconchegante e intimista requer uma iluminação suave e indireta. A temperatura recomendada aqui é o que chamamos de “branco quente” que varia entre 2.700 K e 3.000 K.

A dica dos arquitetos é mesclar o tipo de iluminação para casa. Aposte em peças embutidas ou sobrepostas como luminárias de piso, abajures e arandelas. A iluminação também pode ser uma aliada para ressaltar pontos da decoração. E você tem uma parede texturizada, por exemplo, é possível utilizar fitas de LED.

Sala de TV

Na sala de TV utilizamos o que chamamos de iluminação de foco. Aqui, vamos mesclar a iluminação geral com aquela que deve dar destaque a certos pontos. Assim, é possível contar com peças embutidas para obter o efeito esperado. O item mais comum para esse ambiente é o plafon, proporcionando uma iluminação indireta, além de ser mais suave, traz conforto visual e um efeito de luz ideal para o ambiente de TV, sem comprometer a imagem com reflexos.

Hall de entrada

A iluminação para casa leva em consideração também o hall de entrada. Contudo, esse ambiente não pede uma iluminação muito específica. Nesse local podemos inovar com peças decorativas que complementam os móveis.

Sala de jantar

Normalmente esse cômodo é integrado a outros ambientes da casa. Isso exige uma iluminação suave, mas que ainda assim combine com o seu propósito: realizar refeições. O ideal aqui é garantir a presença de uma luz de apoio mais forte na mesa de jantar. Isso pode ser obtido por meio de lustres ou pendentes sobre a mesa. Para descontrair o ambiente e não o deixar tão formal é possível mesclar diferentes modelos desses objetos.

Cozinha

Na cozinha o ideal é optar por lâmpadas frias de 5.000 K a 6.500 K ou neutras (4.000 K). essa iluminação permite deixar as cores dos alimentos mais fiéis. Contudo, a iluminação para casa precisa se adaptar um pouco quando os ambientes são integrados. Isso exige que o padrão de iluminação seja respeitado. A saída pode ser iluminar o local de preparo dos alimentos com trilhos centrais fixados com spots direcionáveis ou uma fita de LED embutida na marcenaria.

Quarto

Já adiantamos que o quarto é um ambiente que exige uma iluminação que traga a sensação de aconchego. Normalmente esse é um cômodo em que as pessoas optam por uma luz central no teto. Contudo é possível inovar. A primeira informação é que a temperatura ideal para a lâmpada é o “branco quente” entre 2.700 K e 3.000 K. Abuse das diversas iluminações de apoio que trazem aconchego. É possível trabalhar com luminárias ao lado da cama, além da fita de LED atrás da cabeceira ou sob a cama, criando uma luz guia.

Banheiro

Engana-se quem acha que o banheiro não precisa fazer parte do projeto de iluminação para casa. Por ser um ambiente de higiene, esse é um cômodo que pede uma iluminação funcional. A temperatura ideal da lâmpada deve variar entre o neutro (4.000K) e o branco frio (5.000 K a 6.500 K). Apesar disso, é importante que o momento do banho seja relaxante, então é possível estabelecer um segundo circuito com uma iluminação mais suave e indireta. Isso pode ser obtido por meio de spots embutidos ou rasgos de iluminação decorativa no teto e na parede.

Também é interessante pensar na iluminação próxima ao espelho, já que ela auxiliará em tarefas como maquiar ou fazer a barba. Isso pode ser feito com uma arandela sobre a bancada ou com luzes de LED ao redor do espelho. Em alguns casos a fita de LED atrás do espelho também pode ser eficiente.

Espaço gourmet

Cada vez mais comum nos condomínios, o espaço gourmet exige uma temperatura “branco quente” (2.700 K a 3.000 K). Nesse espaço opte por compor elementos como plafon e pendentes, trazendo maior funcionalidade ao espaço. Os pendentes, por exemplo, são muito utilizados nas bancadas, churrasqueiras e mesas.

Lavanderia

Por último, mas não menos importante, a lavanderia pede por uma iluminação neutra (4.000 K) ou o branco frio (5.000 K a 6.500 K). Assim como o banheiro, esse é um cômodo em que buscamos simplicidade e funcionalidade. Sendo isolado do resto da casa na maioria das vezes, é possível trabalhar com lâmpadas mais fortes ou até mesmo uma iluminação central.

Luz branca X luz amarela

Uma dúvida comum na hora de pensar na iluminação para casa é sobre as diferenças entre a luz branca e a luz amarela. Essas duas tonalidades vão interferir bastante nas sensações que um ambiente vai transmitir e por isso é importante ter em mente o que se presente despertar naquele espaço.

Normalmente optamos por lâmpadas mais quentes para áreas íntimas e sociais e lâmpadas mais frias para áreas de trabalho e cozinha. Isso acontece porque as lâmpadas amarelas trazem uma sensação maior de aconchego, enquanto as lâmpadas brancas permitem um maior estado de alerta, além de ajudar na identificação exata das cores e formas.

Outro erro comum é quando temos ambientes integrados. Normalmente esses ambientes pedem por cores diferentes, como é o caso de uma cozinha integrada com a sala de jantar. Assim, o ideal é utilizar a mesma temperatura de cor para que não tenhamos duas tonalidades. Nesse caso, podemos apostar em pontos de luz com a temperatura de cor ideal.

Tipos de lâmpadas

Lâmpadas incandescentes

Lâmpadas com filamento dentro de um bulbo de vidro. Têm alto consumo, baixa eficiência luminosa, fácil dimerização e vida útil muito baixa, com cerca de 750 horas.

Lâmpadas halógenas

Lâmpadas com filamento dentro de bulbo de vidro ou quartzo com gás interno, produzindo mais brilho. Têm alto consumo, alta eficiência luminosa, fácil dimerização e vida útil de 2 mil horas.

Lâmpadas fluorescentes

Lâmpadas de descarga de baixa pressão, compostas por eletrodos, tubo de vidro coberto com material à base de fósforo e gases inertes. Funcionam com um reator. Têm baixo consumo, boa eficiência luminosa e vida útil de 3 mil a 20 mil horas.

Lâmpadas de LED

Diodo que emite luz quando polarizado diretamente. Há formatos que imitam as lâmpadas incandescentes. Tem baixo consumo, boa eficiência luminosa e a maior vida útil, entre 15 mil e 40 mil horas.

A fabricação das luzes incandescentes foi proibida pela Portaria n. 1.007 e com essa resolução a busca por lâmpadas de LED se intensificou. Esse modelo de lâmpada possui um custo-benefício bem interessante, já que são mais econômicas. Ela chega a ser até 80% mais econômica que as incandescentes e halógenas. A tecnologia para elas evoluiu tanto que hoje é possível ter lâmpadas de LED de 2.700 K que chegam a um efeito muito similar ao das incandescentes, sem ter o seu gasto de energia.

Uso de peças de iluminação

Como você pode perceber, a iluminação para casa não é algo complicado e compreendendo bem o que o mercado tem a oferecer é possível criar ambientes acolhedores em que a iluminação destaca o projeto de decoração. O uso de spots, por exemplo, permite criar uma luz direcionada para algo que se quer destacar.

Enquanto isso, o Dimmer é outro dispositivo que pode ser bastante útil no dia a dia. Com ele é possível variar a intensidade de luz de um cômodo e com o avanço tecnológico, hoje é possível utilizá-lo em 90% das lâmpadas do mercado. Com essa maleabilidade é possível tornar vários ambientes funcionais e ainda mais confortáveis.

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