Mercado imobiliário em 2022: as tendências e previsões para o novo ano

2022 é um ano de mudanças com a retomada das atividades presenciais, mas você já pensou nos reflexos disso no mercado imobiliário?

O mercado imobiliário está em constante mudança e se você quer vender ou comprar imóveis com segurança é preciso compreendê-lo. Envolvendo transações de altíssimos valores é preciso se atentar às suas tendências para saber como e quando investir.

No brasil, o mercado imobiliário tem crescido bastante nos últimos anos tendo trazido bons resultados inclusive durante a pandemia de COVID-19. Para 2022 as projeções ainda são satisfatórias. Neste artigo você vai entender melhor como funciona o mercado de imóveis e o que esperar do mercado imobiliário em 2022. Confira!

O que é o Mercado Imobiliário

Como você deve imaginar o mercado imobiliário trata da economia que envolve a negociação de imóveis, terrenos e/ou áreas construídas. Assim, sempre que alguém vende, compra ou aluga bens imóveis, independente da finalidade da transação, está participando de um negócio no mercado imobiliário.  

O mercado imobiliário envolve negociações feitas diretamente com o proprietário de um imóvel, ou por intermédio de uma imobiliária. Além do valor do imóvel podem incidir custos do processo de transferência, como o ITBI (Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis), além de outras taxas como matrícula e registro imobiliário.

Balanço do mercado em 2021

Diferente do que alguns acreditavam, o mercado imobiliário se mostrou bastante resiliente em 2021. Entre os pontos positivos a tecnologia no setor avançou bastante, além da retomada das obras nos canteiros que impulsionaram o setor.

Além disso, a taxa de juros Selic permaneceu baixa durante o ano e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve uma alta de 17% entre junho de 2020 e junho de 2021. Isso significa que provavelmente teremos alterações nos valores dos imóveis no futuro, tornando agora o momento ideal para quem deseja comprar uma propriedade.

Mercado imobiliário em 2022

Podemos dizer que a pandemia que vivemos nos últimos dois anos modificou os padrões de consumo. Indo além, a crise sanitária revolucionou a maneira com que as pessoas passaram a interagir e significar seus lares. Passando mais tempo em casa as necessidades mudaram, e agora com a volta às atividades presenciais ou em modelo híbrido, a forma com que vêm os imóveis. Assim, a busca por mais espaço, tecnologia e economia permanece em 2022.

Especialistas afirmam que as tendências que ganharam força com o isolamento social continuam fortes. Ainda é de interesse dos compradores e inquilinos a busca por mais espaço e conforto, casas mais tecnológicas e sustentáveis.

Imóveis amplos e funcionais

Imóveis amplos e melhor divididos têm sido mais buscados. Eles permitem que atividades físicas, descanso e lazer ainda sejam executadas no mesmo local. Além disso, imóveis que oferecem espaços gourmet, varandas ou sacadas também são mais procurados. Esses diferenciais oferecem maior qualidade de vida para os compradores.

A busca por casas também segue em alta, principalmente nos centros urbanos. O que mudou de 2021 para cá foi a volta das atividades presenciais. Enquanto o regime remoto prevalecia no país, muitas pessoas buscavam por imóveis no interior ou na praia. Contudo, com a volta do trabalho e aulas presenciais, a busca por imóveis que atendam às novas necessidades cresceu.

Desse modo, quem comprou residências de alto padrão no interior a partir do final de 2020 por ter pagado um valor elevado. Algumas imobiliárias especializadas especularam uma valorização de 200%. Contudo, 2022 pode ser um momento pouco propício para realizar a venda dessas propriedades.

Personalização dos imóveis

Outro movimento que tem se intensificado seguindo a mesma lógica é a personalização dos apartamentos. Como estamos falando de uma propriedade que possui área útil menor que as casas, é importante ter ambientes funcionais que podem ser transformados desde escritórios até áreas de relaxamento e descanso. Os espaços multiuso valorizam o imóvel.

Os condomínios horizontais pequenos com até 12 casas também são tendência. O segmento tem ganhado força pois conciliam conforto, privacidade e segurança. Em grandes cidades como São Paulo, por exemplo, esses empreendimentos não são muito comuns, mas as incorporadoras notaram a tendência pelo segmento no último ano e têm lançado novos produtos do tipo.

Imóveis bem localizados

Isso pode representar um processo profundo de transformação de bairros de residências horizontais nos próximos anos. Ademais, a busca por imóveis bem localizados também se intensifica. Quem se acostumou a acordar meia hora antes de começar a trabalhar não quer voltar a uma rotina em que se acorda muito cedo e perde-se horas em um trânsito estressante para chegar no trabalho.

Entretanto, um imóvel bem localizado não necessariamente é aquele que se encontra nos bairros mais caros e centrais. Por isso, é importante compreender que uma boa localização sempre vai depender do comprador. Um bom imóvel para um pode não ser o ideal para outro, já que mesmo que não seja possível morar perto do trabalho, ainda é importante morar em locais com fácil acesso aos meios de transporte público, como metrôs. Tudo isso está diretamente ligado à busca pela qualidade de vida que já citamos.

Incorporação da tecnologia e sustentabilidade

A incorporação da tecnologia também é uma nova tendência. Isso porque várias atividades do dia a dia passaram a ser desenvolvidas virtualmente e as pessoas já se acostumaram com essa comodidade. Desse modo, as residências que oferecem bom sinal de internet, além de estarem equipados com assistentes virtuais têm sido mais procurados.

A tecnologia chega com força não só dentro das unidades, mas também nas áreas comuns dos condomínios. O que antes era obrigação das companhias de serviço hoje exige que os imóveis facilitem os processos. Além disso, a tecnologia também está aliada a segurança das casas. Recursos como sistemas que liberam a entrada de moradores por reconhecimento facial ou biometria.

Outro recurso tecnológico que vem sendo incorporado e será muito comum em todas as casas daqui alguns anos é a estrutura para recarga de carros elétricos. Aqui, não basta apenas um único ponto por condomínio. Com a busca por uma vida cada vez mais sustentável e a popularização desse tipo de veículo, apenas um ponto de recarga em um condomínio não será o suficiente. Ainda no sentido da sustentabilidade, outra tendência para o mercado imobiliário são estruturas que permitam reutilizar água e produzir energia em casa. A energia solar, por exemplo, já é comum em vários condomínios e bastante eficiente.

Tecnologia imobiliária

O uso da tecnologia não será tendência do mercado imobiliário em 2022 apenas nos imóveis. Essa inovação também se estende ao processo de compra e venda. Isso porque as imobiliárias têm buscado incorporar cada vez mais tecnologia aos seus processos. Para vender, comprar ou alugar um imóvel há alguns anos era preciso se deslocar para cartórios e perder bastante tempo com burocracias.

Hoje, é possível simplificar e agilizar a maioria desses processos por meio da tecnologia. Isso pode ir desde uma visitação, com o tour virtual, até a assinatura digital dos documentos. Além disso, é possível contar com diversos recursos como o marketing digital para impulsionar as vendas. Por meio dele é possível desenvolver um conjunto de estratégias que visam a impulsionar uma imobiliária pela internet. Assim, ações como o disparo de e-mails para clientes e possíveis clientes, produção de blog posts para criar autoridade no mercado e alimentação das redes sociais podem resultar em ótimos resultados de vendas.

Taxa Selic em 2022

Um ponto muito importante para o mercado imobiliário de 2022 é a taxa Selic, ou Sistema Especial de Liquidação e de Custódia. Essa é a taxa básica de juros e é fundamental para muitos setores da nossa economia, inclusive o de imóveis. Ela referencia os principais juros que são cobrados no Brasil, principalmente os financiamentos bancários para aquisição de propriedades.

O Brasil de 2022 é marcado por altas da inflação, oscilações políticas e incertezas fiscais. Por isso, espera-se que a taxa Selic, que estava em baixa nos últimos tempos, continue a trajetória de alta. Essa é uma boa notícia para os investidores, mas deve ser um ponto de atenção para quem deseja comprar casas, apartamentos e terrenos. 

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